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02 de Outubro a 30 de Novembro de 1997 Porto Alegre - RS - Brasil |
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| EDITORIAL
> A história da arte no mundo faz parte da memória e da imaginação coletiva. O conceito de arte que conhecemos, foram consolidados por historiadores a partir de pesquisas arqueológicas. E, é da perspectiva européia, "berço da cultura e das artes", que avaliamos uma obra. > A arte latino-americana, ainda não têm história. Quase não aparece no mundo, sendo ignorada pela imaginacição coletiva e até mesmo pelos latinoamericanos. Os poucos artistas brasileiros conhecidos são os que vivem no exterior: expressam sua latinidade mas, nos padrões globais, com alguma influência do muralismo mexicano. > Pretender selecionar um acervo para uma Bienal Latino Americana, é mais do que ousadia, é um megadesafio. Catalogar esta primeira mostra em vertentes (política, construtiva e cartográfica) foi uma tentativa organizacional, políticamente correta, para que fosse realizada esta Bienal. > Para a curadoria dos seis países participantes - Venezuela, Bolívia, Argentina, Uruguai, Paraguai, Brasil - reunir mais de 800 obras foi um plano estratégico corajoso, inadiável. Corajoso porque estavam conscientes de que a I Bienal de Artes Visuais do Mercosul enfrentaria críticas, poderia provocar um "choque" nos grandes críticos e, que no mínimo "surpreenderiam". > Porém o objetivo maior, que seria reunir artistas plásticos da América Latina. apresentando os acervos de um país ao ao outro, está sendo alcançado . O tipo de "efeito surpresa" que a I Bienal de Artes Visuais do Mercosul provocará em nível mundial, não sabemos: poderá ser "duro", pois por certo estamos transgredindo ordens estabelecidas. Por outro lado, o efeito "surpresa" dentro da América Latina é gratificante e justifica todos os riscos. > Temos um acervo muito "rico", que transcende do limite estabelecido pelos curadores, para viabilizar estas exposições. A partir desta mostra, outro desafio maior começará a ser enfrentado: escrever a "História da Arte Latinoamericana". Podermos nos ajustar a alguns padrões, violaremos alguns paradigmas e criaremos outros no mundo da arte, para o próximo milênio. > Em primeiro lugar, o acervo (não somente as obras que estão sendo expostas) deverá ser "decodificado", para depois ser "codificada" a arte latinoamericana. > Esta proposta será cumprida porque tanto os tutores das artes, como artistas, e mesmo o povo latinoamericano, não "têm medo" expor ao mundo sua história, sua origem, seus delitos, sua memória genética, tudo o que que se constituem na "impressão digital" da sua arte. > A I Bienal de Artes Visuais do Mercosul não está somente "expondo" ou "expondo-se", mas reunindo o que será um legado para o mundo das artes. Como tal, deverá começar a ser compreendida, aceita, valorizada. > Será preciso de algum tempo para catalogar a arte latinoamericana. Mesmo assim, a partir desta edição - sem respeitar uma ordem, mas por uma questão da oportunidade que o momento oferece - mostraremos algumas das 800 obras - fotografadas por Edson Vara - para satisfazer a expectativa dos que amam a arte. **
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MOSTRA DE OBRAS DOS ARTISTAS
PLÁSTICOS LATINO-AMERICANOS
Clique nas obras para vê-las em destaque
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>> Próxima Edição
você verá uma mostra de esculturas da I Bienal do Mercosul
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>> Jornalista Joyce Larronda
- Reg. Prof.: 5349-RS/BR
>> Editora do Jornal Eletrônico
do Mercosul
>> Arte Gráfica: André
L. Raimann
>> Fone/Fax:(+55 51) 582-8863
>> e-mail: larronda@zaz.com.br
>> Internet: http://www.jornalartelatina.com.br
http://www.joycelarronda.com.br
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